O PROJETO TERRITÓRIOS E O ESPÍRITO CAPIANO

O Territórios CApianos é um projeto institucional desenvolvido pelo Setor Curricular de Geografia que busca contribuir para que o Colégio de Aplicação da UFRJ seja um espaço de diálogo e interação interdisciplinar educativo, cultural e científico com outros setores da sociedade. Com mesas redondas a cada semestre letivo, o projeto pretende fomentar, continuamente, a reflexão e a construção de uma visão crítica sobre a cidadania nos estudantes, professores e demais profissionais ligados ao Ensino Médio e Fundamental do CAp e de outras escolas públicas e privadas do estado do Rio de Janeiro.

SOBRE A 8ª EDIÇÃO DO PROJETO TERRITÓRIOS CAPIANOS

As Múltiplas Dimensões da Atividade Mineradora no Brasil

A mineração é tida como uma atividade de utilidade pública e de forte interesse nacional, sendo parte indissociável da formação social e territorial do país. Além disso, este setor tem sido fundamental para o equilíbrio da balança comercial brasileira já há algumas décadas.

Entretanto, os recentes rompimentos de barragens nos municípios de Mariana (2015) e Brumadinho (2019) colocaram em questão a atividade mineradora no Brasil. Diferentes dimensões ligadas ao tema ganharam maior visibilidade: a dependência de exportação de matérias-primas; a baixa qualificação da mão de obra local; as ameaças às demarcações de terras indígenas e quilombolas e outros aspectos socioambientais tornaram-se pautas relevantes no debate público. 

Diante deste contexto, o 8º Territórios CApianos pretende aprofundar as discussões acerca dos impactos socioambientais da mineração, bem como repensar práticas sustentáveis e democráticas desta atividade no país.

PROGRAMA DA MESA-REDONDA

08:30h às 09:00h – Credenciamento.

9:00h – Abertura.

09:10h às 09:40h – Luiz Jardim de Moraes Wanderley é docente do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ-FFP. Doutor em Geografia e possui atuação e pesquisa nos seguintes temas: mineração, garimpo, organização socioespacial da Amazônia, população tradicionais, conflitos e impactos territoriais-ambientais.

09:40h às 10:10h – Carlos Alberto Lucio Bittencourt Filho possui graduação em história pela Universidade Federal Fluminense (2008). Entre 2010 e 2015 atuou como pesquisador do Ibase – Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômica, coordenando o projeto Observatório do Pré-sal e da Indústria Extrativa Mineral. Atualmente cursa o doutorado no CPDA/UFRRJ.

10:10h às 10:40h – Maíra Sertã Mansur é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro da Articulação Internacional das Atingidas e Atingidos pela Vale (AIAAV) e faz parte dos grupos de pesquisa e extensão Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS).

10:40h às 12:30h – Debates e encerramento.

Mediação: Sarah Almeida de Oliveira (Doutoranda em Geografia pela UFRJ e docente do Setor Curricular de Geografia do CAp/UFRJ).

Acesse aqui o folder de divulgação!

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